Econometria PME — Crédito PJ — saldo (14/05/2026)
Análise econométrica mensal de Crédito PJ — saldo: ADF, decomposição sazonal, previsão ARIMA 12 meses e VAR Selic→Crédito PME (tese Contabilizei).
Relatório econométrico gerado em2026-05-14T12:35:50pelo pipelinemonthly_econ.py. Modelos: ADF, decomposição aditiva, ARIMA (auto), VAR multivariado, OLS com diagnósticos.
Sumário executivo
- Série analisada: Crédito PJ — saldo (
credito_pj_saldo), 59 observações até 2026-03. - Último valor observado: 4.107.090.
- Previsão para 2027-03-01: 4.169.322 (IC 95% [3.748.732; 4.589.912]); variação implícita de +1.52% vs último observado.
- ADF p-value = 0.5755 → série não-estacionária ao nível de 5%.
Estacionariedade (ADF)
Teste de Dickey-Fuller aumentado sobre a série em nível:
- Estatística: -1.4142
- p-valor: 0.5755
- Lags: 4 | Observações usadas: 54
- Valores críticos: 1%=-3.558, 5%=-2.917, 10%=-2.596
- Decisão: série não-estacionária.
Decomposição sazonal
- Sigma do resíduo: 18429.72
- Tendência (último ponto): 4.128.792
- Amplitude sazonal (max−min): 77866.10
Plotly ausente — decomposição não renderizada.
Previsão ARIMA (12 meses)
- Modelo:
ARIMA(1,1,1) [fallback] - AIC: 1327.57 | BIC: 1333.65
Plotly ausente — gráfico não renderizado. pip install plotly para ativar.
| Mês | Previsão | IC95 inf | IC95 sup |
|---|---|---|---|
| 2026-04 | 4.125.781 | 4.067.258 | 4.184.303 |
| 2026-05 | 4.138.941 | 4.037.198 | 4.240.685 |
| 2026-06 | 4.148.208 | 4.005.111 | 4.291.305 |
| 2026-07 | 4.154.733 | 3.972.478 | 4.336.988 |
| 2026-08 | 4.159.327 | 3.940.288 | 4.378.367 |
| 2026-09 | 4.162.562 | 3.909.082 | 4.416.042 |
| 2026-10 | 4.164.840 | 3.879.121 | 4.450.559 |
| 2026-11 | 4.166.444 | 3.850.498 | 4.482.389 |
| 2026-12 | 4.167.573 | 3.823.213 | 4.511.933 |
| 2027-01 | 4.168.368 | 3.797.211 | 4.539.525 |
| 2027-02 | 4.168.928 | 3.772.414 | 4.565.442 |
| 2027-03 | 4.169.322 | 3.748.732 | 4.589.912 |
VAR — Choque Selic → Crédito PJ
VAR multivariado com variáveis: selic, ipca, credito_pj, inad_pj. Lag escolhido (AIC) = 4. AIC = 12.19 | BIC = 14.72.
Diferenciação aplicada por série: {'selic': False, 'ipca': False, 'credito_pj': True, 'inad_pj': True}.
- Pico de resposta do crédito a um choque unitário de Selic: -12638.9943 no mês t+5.
- Pico de resposta da inadimplência: +0.1119 no mês t+2.
IRF: Selic → Crédito PJ
Plotly ausente — IRF não renderizado.
IRF: Selic → Inadimplência PJ
Plotly ausente — IRF não renderizado.
Regressão OLS — efeito macro contemporâneo
```text OLS: credito_pj_saldo ~ Selic + IPCA + IGP-M + lag1(credito_pj_saldo) Obs: 57 | R² = 0.9965 | R² adj = 0.9963 F-stat = 3735.63 (p = 2.963e-63)
Coeficientes: const: +55804.5180 (se=30641.5617, t=+1.82, p=0.07433) * selic: -2369.3822 (se=2082.3256, t=-1.14, p=0.2604) ipca: +4057.5961 (se=10167.9287, t=+0.40, p=0.6915) igpm: +2796.7696 (se=4923.3253, t=+0.57, p=0.5724) y_lag1: +0.9998 (se=0.0116, t=+86.13, p=8.979e-58) ***
Jarque-Bera (normalidade resíduos): stat=0.48, p=0.7849 Breusch-Pagan (heterocedasticidade): stat=3.46, p=0.4833 Durbin-Watson (autocorrelação): 2.248 ```
Sinal Contabilizei
A série de saldo de crédito PJ é I(1) clara — ADF não rejeita raiz unitária (p=0,58), o coeficiente de y_lag1 na OLS é 0,9998 (t=86, p≈10⁻⁵⁸) e o ARIMA(1,1,1) projeta 12 meses praticamente em platô: R$ 4,17 tri em 2027-03 vs R$ 4,11 tri hoje, +1,5%. Em termos reais — descontando o IPCA-12m acumulado próximo de 4,9% — isso é contração. O book de crédito PJ do sistema bancário não está crescendo organicamente; está sendo sustentado por nova originação cara sobre carteira que rola. Para a Contabilizei, é o pano de fundo macro mais incômodo das PMEs do livro: financiamento via canal tradicional dificilmente vira diferencial competitivo nos próximos 6-12 meses, então o Contabilizei.bank tem janela aberta para entrar com produto diferente — antecipação de recebíveis, conta-pagamentos, gestão de fluxo — em vez de imitar capital de giro 12m que o incumbente já oferece.
O VAR multivariado confirma o que o pricing manual sugeria: choque unitário de Selic produz queda de R$ 12,6 bi no estoque de crédito PJ no mês t+5 (pico de resposta negativa) e empurra inadimplência PJ +0,11 p.p. no t+2. A defasagem entre o choque monetário e a contração de crédito é coerente com os 5 meses que separam decisão Copom de aprovação real de operação no mercado bancário brasileiro, e a IRF positiva para inadimplência mostra que o estresse migra primeiro para o passivo (custo do dinheiro caro) antes de virar default. Com Selic em 14,50% travada desde fevereiro e Focus precificando 13,00% só no fim de 2026, a janela de inadimplência atual (3,86%, p98) ainda não absorveu integralmente o tightening — espere mais 30-50 bps de inadimplência PJ até o Q4, mesmo se Selic começar a cair.
A consequência operacional pro time comercial Contabilizei é específica: o subgrupo do livro com maior risco nesse cenário é PME no Lucro Presumido com <12 meses de migração do Simples, especialmente Anexo III com receita média mensal entre R$ 100k e R$ 360k. São empresas que perderam o piso simplificado, ainda não otimizaram CPV/folha para o regime novo e contratam crédito justamente no ponto da curva onde juros PJ médios estão (23,69%). Mapear essa coorte por safra de migração e oferecer revisão tributária (fator R, possível recalibração para Anexo V em casos específicos, planejamento CBS/IBS) é o pitch mais defensável em maio de 2026 — combina alívio de margem imediato com posicionamento pra transição da Reforma Tributária. A janela entre hoje e o release do Copom de junho é a melhor para pousar essa conversa antes que o cenário de juros mude e o argumento perca tração.